Home ❯ Livros do clube de leitura ❯ 61º Encontro do Clube de Leitura Ler para Tecer
Em Os esquecidos de domingo, de Valérie Perrin, temos o entrelaçamento de dois núcleos narrativos. No 1°, a história de amor de Lucien e Hélène, centralizando destinos e personagens, tendo como contexto principal a 2a Guerra Mundial e suas consequências trágicas. No 2° núcleo, mais atual, aparecem os primos Justine e Jules, órfãos de irmãos gêmeos mortos em um acidente junto com suas respectivas esposas e agora criados pelos avós.
A unir os dois núcleos, o caderno azul em que Justine registra a história de Hélène, agora residente na casa de repouso Hortênsias e onde a jovem narradora trabalha como auxiliar de enfermagem.
Com estilo agradável, pitadas de humor e a presença inusitada de uma gaivota pairando sobre personagens, seguimos mistérios, como o acidente de carro que vitimou os pais de Jules e Justine, os telefonemas misteriosos para a família de residentes sem visitas aos domingos, anunciando a morte deles e solicitando comparecimento, um affair anônimo da narradora e outros enigmas de personagens e fatos, prendendo a atenção dos leitores o tempo todo. Curiosos, seguimos o desenrolar dos fatos entre surpresas, dúvidas e esclarecimentos.
Os Esquecidos de Domingo é um livro para ser lido sem pressa, saboreando-o prazerosamente. (SebastiãoAimone Braga- leitor do Clube de Leitura)
A autora: Valérie Perrin

Valérie Perrin nasceu em 19 de janeiro de 1967, em Remiremont,França e cresceu na Borgonha. Mudou-se para Paris em 1986 para buscar oportunidades ligadas à escrita e às artes. Fotógrafa e roteirista, publicou seu primeiro romance em 2015, o best-seller Les Oubliés du dimanche, (publicado no Brasil em 2026, com o título Os esquecidos de domingo). Desde então, já ganhou diversos prêmios, teve suas obras traduzidas para trinta idiomas e foi uma das autoras mais vendidas na França em 2019. Água fresca para as flores é seu primeiro livro publicado no Brasil. Outros livros publicados no Brasil: Três e Querida tia.


“Nunca conte um segredo. Nem para o seu irmão, nem para o seu filho, nem para o seu pai, nem para a sua melhor amiga, nem para um desconhecido. Nunca.” p.171
“Aproveite a vida, porque ela passa rápido”. p.171
“Domingo é dia de visita. Não para todos. Então bebi cinco cafés para cuidar daqueles que não recebem ninguém. Domingo é dia de ficar “cheia de dedos”. É carregado de tristeza. Aqui, seria de imaginar que é domingo todos os dias, mas não é bem assim. É que nem relógio biológico: todo domingo, os velhos sabem que é domingo.” p.47
“Ao voltar para a cama, agradeceu a Armand: finalmente sentia alguma coisa forte. Finalmente era levada por um sentimento poderoso, ainda que fosse ódio. Ela havia lido que a fronteira entre o ódio e o amor é muito tênue.” p.265
“Sempre me dizem que quando morre um velho, queima-se uma biblioteca.” p.274
“Pego o elevador. Lá dentro, há um casal de velhinhos. De mãos dadas. Não sei por quê, mas começo a pensar que as pessoas choram menos quando quem morre é velho. Dizem que é assim mesmo, que é a vida. Então por que é que estou chorando?” p.209
Valérie Perrin(1967). Os esquecidos de domingo. Romance-2015- trad. de Sofia Soter. 1ªed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2026
62º. – MERIDIANA, da autora brasileira, Eliana Alves Cruz. Data prevista para o próximo encontro: 24/09/26
Os encontros são realizados nas últimas quintas-feiras de cada mês, de 20h às 22h.
O tema do clube de leitura “LER PARA TECER AEA-MG” é a leitura de livros de romances escritos por autoras brasileiras e também estrangeiras.
“Um clube de leitura é um grupo de pessoas que leem o mesmo livro e se reúnem, de tempos em tempos, para conversar sobre cada uma das obras lidas.”
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