Dia dos Avós reúne gerações em encontro especial na AEAMG

Encontro reuniu associados e seus netos em uma iniciativa que resgatou brincadeiras de outras gerações e criou novas experiências para avós e crianças

Pião, corda, ciranda, passa-anel, palitinho, dança das cadeiras. Para os avós, muitas dessas brincadeiras fizeram parte da infância. Para os netos, algumas eram novidade. No dia 31 de julho, elas voltaram a ocupar espaço na sede da AEAMG, desta vez com duas gerações brincando lado a lado.

Ao longo da tarde, o salão se misturou entre avós, avôs, netos e netas. Os mais velhos relembravam brincadeiras de outros tempos enquanto as crianças descobriam novas formas de se divertir. Entre uma atividade e outra, havia também espaço para aquilo que não precisava estar na programação: conversar, ensinar, observar e simplesmente aproveitar o tempo juntos.

Era justamente essa a proposta da comemoração preparada pela AEAMG para o Dia dos Avós.

Brincadeiras que atravessam gerações

Desde o início, a Diretoria Sociocultural queria fugir de uma programação infantil convencional para unir as crianças com seus avós. Em vez de brinquedos eletrônicos ou atrações mais comuns nas festas para crianças, a ideia foi recuperar atividades que fizeram parte da infância dos próprios associados.

Para colocar a proposta em prática, a AEAMG contou com uma equipe especializada em recreação, que ajudou a conduzir as brincadeiras e a aproximar avós e netos durante as atividades. Vestidos como crianças, os recreadores entraram no clima da programação e fizeram muito mais do que explicar as regras: chamavam para brincar, incentivavam a participação e criavam a ponte entre quem já conhecia cada brincadeira e quem estava experimentando pela primeira vez, o que fez o ritmo da tarde ficar perfeito!

Eu quero resgatar as brincadeiras infantis dos nossos tempos e que hoje as crianças, às vezes, nem conhecem. Queria o brinquedo do pião, da corda, da ciranda, do passa-anel”, explicou a diretora Sociocultural da AEAMG, Nara Mourão.

A escolha colocou os avós em um lugar especial na programação: eles não estavam ali apenas para acompanhar os netos. Tinham histórias para contar, brincadeiras para apresentar e uma tarde inteira para participar junto com eles.

Para Nara, essa convivência ganha ainda mais significado em uma fase da vida em que muitos associados podem dedicar aos netos um tempo que antes era dividido com o trabalho.

Ser vovó é diferente. Que bom que eu tenho tempo com os meus netos hoje. Não estou trabalhando, mas olha o tempo que eu posso dedicar, o tempo que eu posso ficar com eles”, destacou.

Uma lembrança feita pelas próprias crianças

Entre as atividades, uma delas foi pensada para transformar a tarde em algo que os avós pudessem levar para casa.

As crianças participaram da personalização de camisetas de “vovó” e “vovô”, deixando desenhos, nomes e suas próprias marcas nas peças que foram entregues aos avós. “Saíram daqui com um presente afetivo”, resumiu Nara.

A camiseta ganhou, assim, um significado diferente: tornou-se um registro feito pelas mãos dos próprios netos.

“Criança tem que brincar”

Uma das avós que viveu a experiência de perto foi a associada Janete Costa, que participou da comemoração com a neta. Segundo ela, a proposta acertou justamente ao recuperar atividades simples e estimular a convivência.

Eu achei sensacional essa iniciativa. Além do resgate das brincadeiras antigas, é muito importante para a socialização das crianças, para a convivência, porque hoje em dia elas ficam muito presas em telas”, contou.

Janete contou que a neta, de três anos, tem pouco contato com telas e bastante espaço na rotina para brincar, inventar, olhar livros e explorar outras atividades. Para ela, oferecer às crianças oportunidades como essas faz diferença. “A gente tem que voltar esse tempo, porque criança tem que brincar”, resumiu.

Mas o encontro proporcionou também o caminho inverso. Não foram apenas os avós que apresentaram uma parte de seu passado aos netos. As crianças também puderam conhecer um pouco mais da vida que os avós têm hoje.

Durante a conversa, Janete destacou a importância de a criança conhecer o ambiente frequentado pelos avós, as pessoas com quem eles convivem e o que fazem nos momentos em que estão fora de casa.

É justamente aí que uma comemoração do Dia dos Avós ganha outro significado dentro da Associação. A sede deixa de ser, por algumas horas, apenas o espaço frequentado pelo associado e passa a fazer parte também das referências afetivas de seus netos.

No fim da tarde, entre brincadeiras conhecidas por uns e descobertas por outros, ficou uma experiência que pertence às duas gerações. Os avós puderam mostrar um pouco da infância que tiveram. E os netos ajudaram a criar uma nova lembrança para guardar juntos.

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