Quando a tecnologia marcou um gol contra

José Flávio do Valle Araújo

Minha historia da Copa foi em 2014 no jogo Brasil x Chile. Tinha acabado de comprar um Renault Fluence que vinha cheio de novidades. Uma delas era a chave presencial com o botão start.

Estava com parte da minha família. Estacionei o carro na Savassi porque havíamos comprado passagens em um onibus especial para o Mineirao, por volta das 14:00 hs. Chegamos no estádio que ja tinha grande movimentação, nos posicionamos no local que escolhemos e torcemos muito pela seleção que fechou com um empate de 1×1.

Terminada a partida, retomamos o onibus e chegamos aonde havia deixado o carro. Ao abrir a porta, o calor dentro do mesmo era insuportável, o ar estava úmido e já tinha até um cheiro desagradável. Estranhei mas não percebi o que estava acontecendo.

Resolvi ligar o carro utilizando o botão start e o carro não deu nenhum sinal. Apertei novamente o botão e o carro funcionava. Repeti a operação e só aí percebi que a tecnologia havia marcado um gol contra mim.

Na verdade, eu pensava que ao me afastar do carro levando a chave, o motor desligaria automaticamente mas, eu estava adiantado no tempo( hoje em dia é assim que funciona).

Saímos de dentro do carro, até mesmo por segurança, porque de tão quente, apis 6 horas funcionando, tive medo de que pegasse fogo. Acredito que a indústria automobilistica me deve uma homenagem por ter sido o maior incentivo para que uma nova tecnologia fosse implementada.

Tanto tempo depois ainda me recordo, talvez com algum detalhe errado. Posso dizer que apesar do risco, rimos muito e não tivemos nenhum problema grave.

Pequenas lembranças que não esquecemos.